Por que as vendas de Ultrabooks não estão altas como o esperado?

Quando a Intel anunciou os Ultrabooks um ano atrás, a fabricante previu que esses laptops finos e leves seriam responsáveis por 40% do mercado consumidor até o fim de 2012. Mas, de acordo com a Gartner, os Ultrabooks quase não fizeram barulho no agora estagnado mercado de PCs. 
Globalmente, as vendas de PCs no segundo trimestre de 2012 caíram 0,1% ano a ano. Fabricantes de computadores HP e Dell nos EUA tiveram o maior impacto, com vendas caindo 12,1% e 11,5%,  respectivamente. As fabricantes asiáticas Lenovo, Acer e Asus se saíram melhor, mas não o suficiente para ficarem tranquilas.
Embora a Gartner não ofereça números concretos para as vendas de Ultrabooks, a empresa descreveu a quantidade de envios para o varejo como “pequena” e  com “pouco impacto sobre o crescimento global de envios”.
“Este segmento ainda está em fase de adoção”, disse o analista da Gartner, Mikako Kitagawa, em um comunicado à imprensa. Não é nenhuma surpresa que a primeira onda dos novos aparelhos não tenha salvo o mercado de PCs da queda nas vendas. Os primeiros modelos eram caros, com os preços mais altos a bem mais de 1.000 dólares e os mais baratos em torno de 900.
Tenha em mente que a Apple tradicionalmente domina o mercado premium de PCs. Em 2009, a empresa tinha participação de mercado de 91% para aparelhos desse tipo com preços a mais de US$ 1.000, segundo a NPD. Com Ultrabooks caros, os fabricantes de PCs estão tentando invadir o espaço da Apple, coisa que não aconteceria.
Mas agora, acho que os piores dias para as vendas dos novos dispositivos já passaram. Como minha colega Melanie Pinola observou recentemente, aparelhos mais baratos estão chegando ao mercado, com preços iniciais entre US$ 600 e US$ 800. A Vizio também está prestes a entrar no negócio de PCs com Ultrabooks custando menos de US$ 1.000, e cujas especificações são rivais do MacBook Air a preços muito mais baixos.
E, claro, o lançamento do Windows 8 em outubro trará uma nova linha de tablets-Ultrabooks híbridos. É possível que muitos compradores de PCs estejam esperando a nova versão do software da Microsoft, especialmente os usuários iniciantes.
Para que os Ultrabooks decolem, eles simplesmente precisam dar conta de uma parte maior do mercado de PCs com Windows. A Intel pode se aproximar de seus estimados 40% de participação de mercado quando os aparelhos finos, leves e de baixo consumo de energia forem comuns, e não apenas um privilégio para uma camada superior de consumidores.
Via: IDG Now
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