Microsoft apresenta tecnologia de caneta stylus que funciona em qualquer tela

Tudo começou com as telas resistivas usadas nos primeiros PDAs, que faziam par com as primeiras canetas stylus, que nada mais eram do que dispositivos plásticos burros, que simplesmente ofereciam uma ponta para que você pudesse pressionar pontos específicos da tela, fazendo com que o sistema registrasse o toque. Embora deselegante, este era um sistema que funcionava bem, oferecendo uma boa precisão nos toques.
Entretanto, guardar e tirar a caneta cada vez que vai usar o dispositivo logo se tornava um exercício chato e a maioria dos usuários acabava passando a deixar a stylus guardada e passar a simplesmente tocar a tela usando as unhas, que embora menos precisas, também funcionavam.
Não demorou até que a Apple decidisse migrar para o uso de telas capacitivas, sendo rapidamente seguida por toda a indústria. As telas capacitivas permitem exercitar o instinto natural de usar diretamente os dedos e além de muito mais confortáveis de usar, permitem o uso de gestos de swipe, pinça e outros, que são bem aproveitados pelas interfaces modernas.
O grande problema com as telas capacitivas são que elas são imprecisas, sendo calibradas para trabalharem em conjunto com uma “stylus” bem mais gorducha do que as antigas. O resultado é que tarefas como desenhar, escrever ou usar softwares de administração remota se tornam difíceis ou impraticáveis.
Oferecer uma solução que combine o melhor dos dois mundos se tornou um desafio desde então. Existem no mercado várias canetas stylus capacitivas, com pontas de borracha condutora, mas elas acabam não funcionando tão bem, pois embora a área de contato da caneta seja menor, os toques registrados pela tela continuam sendo imprecisos, já que foi calibrada para uso dos dedos. Provavelmente quem chegou mais perto de solucionar o problema foi a Samsung com o Galaxy Tab.
A Microsoft está agora propondo uma solução diferente para o problema. Em vez de usar canetas com pontas capacitivas, a empresa está desenvolvendo stylus com micro-câmeras integradas, que são capazes de captar a imagem da tela no ponto em que estão sendo pressionadas, trabalhando em conjunto com um software instalado no dispositivo que processa os sinais e calcula a posição real na tela.
A Microsoft está trabalhando com câmeras com resolução de 512×512 pixels, que são capazes de detectar os detalhes individuais dos sub-pixels mesmo em telas retina. Em geral a ideia soa promissora, já que funcionaria com qualquer tipo de tela, resistiva, capacitiva, ou mesmo com telas sem película touch-screen, como no caso dos notebooks.

Entretanto, além das questões em relação ao cálculo da posição absoluta do cursor sobre a tela, preço e suporte por parte dos sistemas operacionais, resta saber o quão miniaturizadas serão estas canetas, já que além da câmera (bem mais precisa que o sensor de um mouse óptico, por exemplo), elas precisarão incluir um processador de sinais, rádio e bateria. Dispositivos anteriores que ofereciam funcionalidade similar, como a Livescribe Pulse, costumavam ser bem grandes:

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