Jolla deverá exibir aparelho com MeeGo em algumas semanas

A Jolla deverá apresentar seu primeiro smartphone no mês que vem, de acordo com uma reportagem do Wall Street Journal. O MeeGo não morrerá tão cedo no que depender dela, muito pelo contrário. O sistema já estava condenado pela Nokia, que aproveitou o mesmo apenas no N9, pouco antes de se dedicar exclusivamente ao Windows Phone. Nas mãos da Jolla a continuação do projeto ficará com o nome Sailfish (pelo menos de início, como um codename).
A Jolla é formada por vários ex-funcionários e engenheiros da Nokia que acreditam no sistema. A empresa comenta que já conseguiu arrecadar investimentos de US$ 260 milhões para começar. Mais uns US$ 60 milhões serão necessários para alavancar planos de expansão da empresa, o que inclui pelo menos um centro de pesquisas na China.
Apesar de não ter divulgado detalhes sobre o aparelho nem as especificações, em algumas semanas o grupo deverá mostrar seu primeiro hardware com o MeeGo (ops, Sailfish). Há parcerias já fechadas com no mínimo uma operadora e um fabricante de chips, além de vários outros fabricantes de componentes. Dado o entusiasmo do pessoal envolvido, ele deverá ser o primeiro de uma série: até o meio do ano que vem o Sailfish deverá ser licenciado para outros fabricantes.
A Jolla acredita que o sistema tem chances reais de atacar o mercado de smartphones. Um dos pontos levantados é a insegurança de vários fabricantes com o Android. Se a empresa começar a fazer sucesso logo será chantageada e obrigada pagar royalties (lembre-se da Microsoft) ou remover recursos (o caso mais comum perante disputas judiciais com a Apple, com destaque para a Samsung). Para o pessoal da Jolla esta é uma excelente oportunidade visto que há fabricantes em busca de alternativas, mesmo que seja para um possível plano B.
Desenvolver um novo sistema (ou continuar um quase falido) não é nada fácil, especialmente pela questão dos aplicativos de terceiros, algo que exige cooperação alheia. Desenvolvedores gastam tempo e dinheiro para portar um jogo ou app, e isso precisa gerar um retorno. Se for uma plataforma duvidosa (comercialmente) poucos a suportarão. No começo tudo é mais difícil.
Veja a matéria do WSJ, com mais detalhes (em inglês; link do cache do Google, pois o site restringe o conteúdo).
Via: Hardware
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