Baterias de celulares poderão durar o dobro do tempo com um novo componente nos aparelhos

pesquisas proprietárias para melhorar radicalmente a velocidade das redes sem fio apenas evitando o reenvio de pacotes perdidos, o que gera efeitos positivos inclusive para redes de longa distância, como as LTE. Isso foi iniciado no MIT. E no mesmo MIT outro grupo fundou uma startup para resolver um outro problema que prejudica diversos usuários e empresas do ramo mobile: o consumo de energia dos transmissores e receptores de dados.
Os amplificadores de potência atuais, usados tanto nos aparelhos como nas bases, consomem mais energia do que deveriam. Um estudo detalhado relatou que são desperdiçados cerca de 65% da energia consumida só neles. São eles que enviam os sinais de rádio. É uma quantidade absurda de energia desperdiçada, quase sempre na forma de calor, para variar. Uma base LTE com fonte de energia contínua (independente do tipo de gerador) parece não ser tão ruim assim, já que isso é mantido sem alterações no mundo praticamente todo. Mas na outra ponta sentimos mais o peso do problema: na duração da bateria dos celulares e tablets, que muitas vezes não conseguem ficar um dia inteiro sequer fora da tomada.
Os pesquisadores construíram novos modelos de transmissores mais eficientes, que evitam repetir o erro dos atuais. Os amplificadores de potência atuais usam muita energia no processo de standby, porque precisam ficar ativos o tempo todo, e também durante o envio ou recebimento de grandes quantidades de dados. Isso ocorre a todo instante numa navegação 3G/4G, por exemplo, já que dados são transferidos nos dois sentidos. O simples fato de ver um vídeo no YouTube numa conexão móvel já é suficiente para consumuir muita energia, dado o volume de dados transferidos em sequencia, que exigem uma comunicação contínua.
A solução seria melhorar a eficiência no modo de baixo consumo em standby. Só que alternar rapidamente do modo de baixo consumo para o de alto consumo para transferir dados normalmente causa distorções no sinal, prejudicando a comunicação. O que os chips atuais fazem, então, é manter o nível de energia alto a todo instante, consumindo assim mais energia.
O sistema planejado tenta evitar isso de uma forma bem diferente. O chip determina uma tensão que pode minimizar o uso de energia, analisando e alterando o valor cerca de 20 milhões de vezes por segundo. Com isso evita-se o desperdício de energia tradicional no modo standby, que é correspondente a boa parte do tempo.
O grupo pretende tornar a solução comercialmente viável em 2013 para bases LTE. O próximo passo será integrar o chip a smartphones e tablets. Um iPhone 5 possui cinco amplificadores de potência. Essa tecnologia aplicada nele reduziria consideravelmente o consumo de energia.
Em vermelho, os cinco amplificadores de potência comilões de energia num iPhone 5
Em vermelho, os cinco amplificadores de potência comilões de energia num iPhone 5
A promessa prática é que a bateria nos dispositivos mobile dure até duas vezes mais, apenas com a troca desses chips. Naturalmente a pesquisa considera o uso da rede móvel: sem utilizar a rede em questão a duração da bateria não seria afetada. Não se trata de um milagre de multiplicação da capacidade das baterias em todas as situações :p
Nas bases LTE os pesquisadores indicam que a redução no consumo de energia poderá ser maior ainda, já que os amplificadores de potência costumam consumir cerca de 67% da energia do sistema, mais 11% sendo usado pelo sistema de refrigeração. A refrigeração poderia ser simplesmente eliminada com a nova tecnologia.
Essa é uma promessa difícil de acreditar para nós, meros mortais leigos sem acesso a resultados práticos agora. O lançamento oficial da tecnologia será feito em fevereiro no Mobile World Congress. Falta pouco.
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