Ubuntu no Nexus 7: grandes avanços do pinguim


ue o GNU/Linux e os mais variados aplicativos de terceiros estão disponíveis para a arquitetura ARM, todo mundo sabe, há anos. Mas como é difícil encontrar dispositivos no varejo com SoCs ARM com a possibilidade de instalar um sistema, esse nicho no pinguim nunca foi tão explorado. De uns tempos para cá a coisa tem começado a mudar. Cada vez mais as pessoas estão usando aparelhos com processadores ARM robustos, com sistemas que oferecem experiências similares às dos desktops.
Raspberry Pi é um ótimo exemplo, apesar do baixo custo e desempenho neste caso dado o preço máximo desejado; sem contar os tablets Android, que no fundo rodam o que pode ser considerado uma distribuição Linux do Google, apenas com uma interface e APIs diferentes.
A Canonical vem trabalhando ativamente nesse ramo: ela quer levar o Ubuntu a smartphones e a tablets, com os mesmos aplicativos que podem rodar nos desktops. Pelo menos os open source que possam ser portados facilmente. Nos smartphones o uso mais comum se dará com um monitor ou TV, teclado e mouse. O Ubuntu for Android tem um grande potencial, embora ainda fique devendo um exemplo no mercado para os consumidores diretos. Ele compartilha o kernel e os recursos básicos do sistema com o Android, rodando paralelamente ao sistema do smartphone. Não há emulação ou virtualização.
Nos tablets a experiência pode ser mais fácil, já que basta instalar outro sistema aproveitando a tela como dispositivo de entrada e saída, sem precisar da ajuda de um monitor ou TV, teclado ou mouse. Mas na prática a coisa fica complicada: há muitas variáveis a considerar e, diferente de sistemas para a arquitetura mais comum (x86), é difícil encontrar ou desenvolver drivers para os chips dos aparelhos. Até por isso imagens personalizadas de sistemas ARM destinadas a um aparelho não funcionam de forma eficiente em outro, seja no mundo Android, iOS ou Windows Phone (ou qualquer outro).
Visando amenizar estas dificuldades, a Canonical escolheu um, e um só tablet para começar: o Nexus 7.
tablet do Google que lá fora pelo menos sai por US$ 199 está ganhando um port do Ubuntu.
Já é possível (há algumas semanas) instalar um snapshot de desenvolvimento para ver como está ficando, reportar bugs, etc. Pena que a quantidade de pessoas com um Nexus 7 seja bem pequena – especialmente no Brasil.
Ubuntu no Nexus 7
Os interessados com um Nexus 7 em mãos podem começar a brincadeira a partir daqui:
Há instruções detalhadas de como destravar o bootloader e instalar o Ubuntu. O ambiente usado no processo é uma instalação do Ubuntu no desktop, já que os pacotes requeridos estão num repositório PPA e há um instalador gráfico.
Com um cabo OTG dá para conectar alguns dispositivos USB ao tablet, como um teclado:
Teclado conectado ao Nexus 7 com Ubuntu
As experiências da Canonical começam com o Nexus 7 por já estar no mercado, possuir um hardware bom para o padrão atual e ser acessível, quando comparado aos outros tablets. Além disso, a instalação de outros sistemas nele não é tão complicada. Não dá para garantir suporte a muitos dispositivos nesta fase do projeto, o que é natural.
Dessa vez parece que o Linux para tablets vai para frente. Se não há grandes fabricantes interessados em lançar tablets com Linux (não-Android), é bom ver que uma mantenedora de distro está se esforçando para tornar seu sistema compatível com um dispositivo desse gênero. O pessoal do KDE tem uma ótima interface e bons aplicativos, mas encontra várias dificuldades comerciais para alavancar o Plasma Active. A Canonical tem mais poder financeiro e provavelmente terá sucesso nessa jornada, embora não tenha anunciado nada parecido com um tablet próprio ainda.
O editor do LWN.net testou o sistema, mas o relato da experiência é restrito aos assinantes. Ele será liberado ao público geral a partir do dia 6 de dezembro (é algo clássico com os artigos premium do LWN.net).



Com uma busca breve no YouTube dá para ver vários vídeos do Ubuntu já rodando no Nexus 7. O futuro é promissor.

Via: Hardware

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