Empresas buscam mais de mil profissionais de TI em dezembro

Enquanto muitas pessoas estão na contagem regressiva para as férias coletivas, empresas de TI estão a todo vapor em busca de profissionais para preencher vagas ainda em dezembro ou até o começo de 2013. Entre as quais estão Capgemini, Alog, BRQ e Asyst International + Rhealeza, que juntas contam com mais de mil oportunidades de emprego e têm pressa em achar seus novos talentos em um mercado em que há carência de mão de obra especializada.

Normalmente, dezembro e janeiro são meses de baixa sazonalidade para contratações, pois é o período em que as companhias estão mais voltadas para balanços e planejamentos. O RH anda mais lentamente nessa época. A busca por talentos costuma retomar entre fevereiro e março. Não é o que está acontecendo em algumas empresas de TI.

O mercado de trabalho está aquecido e algumas contratações podem acontecer ainda este ano. Quem está buscando novas oportunidades deve ficar atento e também se manter informado sobre as áreas mais quentes para o ano de 2013.
Fazer cursos para aprimoramento da carreira e atualizar o currículo no LinkedIn são algumas das recomendações dos especialistas em RH. Mesmo os que não têm condições de investir em cursos para atualização profissional há a opção de fazer treinamento de graça.
Alguma empresas estão oferecendo capacitação sem custos. Há também oportunidades para concorrer à bolsa de estudos.
Contratação a todo vapor

“Estamos a todo vapor fazendo entrevistas e minha equipe não para no final do ano”, conta Malena Martelli, vice-presidente da área de Recursos Humanos da Capgemini Brasil. A multinacional de origem francesa está com 452 vagas abertas e anunciará em breve mais 110 posições para novos projetos, com contratações em diversas regiões do País.

As vagas são para programadores, arquitetos e analistas de sistemas com domínio em Java,.Net e mainframe, técnicos de infraestrutura, assistentes de service desk, gerentes de pré-vendas SAP, gerentes de projetos e executivos de vendas.

Malena explica que as contratações na companhia estão muito associadas ao plano de negócio da companhia. Cada vez que é fechado um novo projeto é necessário aumentar o quadro de pessoas. Os projetos geralmente são da área de consultoria e fábrica de software.

O processo de contratação para algumas vagas leva de 20 a 40 dias na Capgemini. Mas a busca por executivo para posições mais top é mais demorada. Nesse caso, o processo  pode levar uns 90 dias, segundo Malena.

A executiva reconhece que tem dificuldade para buscar especialistas com certificação em determinadas tecnologias. Atualmente é a mobilidade uma das áreas mais quentes e com carência de especialistas.

Por ser uma companhia global, alguns dos profissionais buscados pela Capgemini têm que ser fluentes em inglês, competência, que Malena afirma não ser fácil de ser encontrada nos candidatos.

Os caminhos mais percorridos pela Capgemini para o recrutamento são redes sociais (LinkedIn, Facebook e Twitter), sites de emprego e divulgação interna para que empregados se candidatem ou indiquem amigos. Esse último tem se mostrado um dos meio mais rápido e eficiente. 

“Geralmente os funcionários indicam pessoas com bom comportamento e que se identificam com a cultura da empresa”, conta Malena. Ela informa que a empresa incentiva bastante esse tipo de iniciativa e premia os que apresentarem pessoas que passam pelo período de experiência de 90 dias.

Uma boa parte dos candidatos não atende aos requisitos dos cargos ofertados, mas a executiva de RH da Capgemini afirma que não é apenas a capacitação que é analisada na hora da contratação. 

Os que se identificam com a empresa têm mais chance de serem contratados. Nesse caso a companhia tenta treiná-lo nas áreas em que eles apresentam deficiência, dependendo da situação. 

Para os profissionais mais valorizados, que estão mais preocupados apenas com o salário, Malena diz que eles levam mais tempo para fechar a contratação. Sua recomendação é que eles olhem a proposta como um todo, analisando o crescimento da carreira. “Não seja imediatista, olhando só o salário. Os ganhos têm que ser em todas as áreas”, aconselha a executiva.

Outra dica de Malena é que os candidatos selecionem apenas oportunidades para qual estão qualificados, pesquisem bem as empresas e que não fiquem dando tiros para todos os lados.
Na BRQ, prestadora de serviços de TI, há mais de 200 vagas abertas para especialistas nas linguagens Java, .Net e mainframe para atuação no Rio de Janeiro e região Nordeste do Brasil.

A empresa busca profissionais em todos os níveis: júnior, pleno e sênior, que tenham alguma vivência na análise e desenvolvimento das linguagens em foco na posição desejada.

Nubia Galvão Maciel, responsável pela área de RH da BRQ, confirma que achar talentos certos para preencher as vagas abertas não é tarefa fácil. Os candidatos têm que ter nível superior, certificação e domínio do inglês. 

Na avaliação da executiva é a fluência na língua inglesa uma das maiores barreiras para contratação. “O brasileiro não estuda para conversar e falar outros idiomas. Os profissionais técnicos não priorizam estudos de línguas porque acham que vão usar quando se tornarem executivos”, constata Patrícia Salgado, responsável pela o departamento de RH da Asyst International + Rhealeza.

A prestadora de serviços de service desk está com 141 vagas abertas analista de suporte, administrador de redes, técnico em manutenção de impressoras e analista de telecomunicações. A empresa exige para algumas posições domínio do espanhol e francês.

Aproximação dos que estão empregados

Outra que está em ritmo acelerado de crescimento e tem pressa para contratar novos talentos é a Alog, empresa de data center. A companhia que está com 49 vagas abertas para as unidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Tamboré. 

A prestadora de serviços está recrutando profissionais para atuar nas áreas de gerência de hosting, suporte técnico, processos, produtos, operações de TI, monitoramento e segurança da informação.

A Alog vai inaugurar mais um data center no Rio de Janeiro em junho e planeja abrir mais 30 vagas para profissionais que vão atuar na nova unidade. 

Victor Arnaud, diretor de Marketing, Processos, RH e Tecnologia da Alog, conta que a empresa está crescendo a uma média de 30% ao ano, o dobro da taxa do mercado e constantemente precisa buscar talentos para sustentar a expansão dos negócios.

Mas como o Brasil está com uma taxa de desemprego de apenas 6%, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as companhias de TI têm que ser bastante agressiva nas contratações para içar bons talentos. 

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação sinalizam que o País deverá fechar 2012 com um déficit de mão de obra especializada no setor de aproximadamente 112 mil profissionais, ante 92 mil em 2011.

“Estamos num momento de pleno emprego e está mais difícil achar bons profissionais”, afirma Arnaud, que leva entre 30 a 60 dias para preencher cargos abertos, depois que os candidatos passaram pelo filtro do currículo.

Como muitos dos bons talentos já estão contratados, uma das estratégias que a Alog vem adotando é tentar se aproximar dos que não estão procurando emprego, principalmente pelas redes sociais.

Arnaud menciona pesquisas do LinkedIn que revelam que aproximadamente 60% dos associados estão empregados. Entretanto, se souberem da existência de uma vaga atraente vão querer saber do que se trata.

“Não abordamos esses profissionais, mas usamos ferramentas da Alog para que as pessoas que estão empregadas vejam nossas oportunidades”, conta o executivo, que explora bastante as redes sociais para pescar profissionais, dependendo do cargo.
Para os que querem fazer parte do time Alog uma das dicas de Arnauld é que as pessoas não mentam no currículo, mencionando habilidades que não possuem. Apresentar competências que não tem fecha portas.
Correr atrás de informações e manter-se atualizado conta ponto e a proatividade também, principalmente na área de serviço, que a empresa tem sempre que se antecipar para superar as expectativas dos clientes.
“As companhias esperam proatividade. As pessoas têm que pegar uma situação e resolver”, afirma Arnauld que costuma pedir aos candidatos durante as entrevistas que narrem um fato em que foram vítimas e encontraram a solução dos problemas.
Conforme o tempo gasto no relato, o diretor de RH da Alog sabe como o candidato administra situações de crise e também sobre sua resiliência, competência muito exigida pelas companhias atualmente para avaliar o quanto suas equipes estão preparadas para suportar situações adversas.
Via: IDG Now
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