Comissários querem que passageiros parem de usar gadgets durante pousos e decolagens

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Como comprovado por extensivas pesquisas da FAA e milhões de horas de vôo de celulares e iPads que a gente esquece de desligar já comprovaram, celular não derruba avião. Eu sei, há empresas que chilicam até com Kindles, já me mandaram desligar um como se eu estivesse com aquela maleta do Airplane 2. O problema é que as mesmas empresas que tratam seu celular como se fosse um artefato nuclear querem ele ligado e gastando seu dinheiro, se o avião estiver equipado com serviço de telefonia.

Nos EUA a FAA já relaxou as restrições a ponto de liberar o uso de gadgets mesmo durante pousos e decolagens. Quem não gostou foram os comissários e comissárias de bordo, por motivos que chegam a dar até peninha.

Pelas regras da FAA se a empresa aérea desejar você pode usar seus gadgets em modo avião durante pouso e decolagem, e normalmente durante o resto do vôo. Só chamadas de voz estão proibidas, o que é excelente, ninguém quer passar 4 h do lado de um mala conversando com o proctologista.

O sindicato dos aeroviários dos EUA, com 60 mil comissários é contra, a ponto de entrar com uma ação na Justiça para que o FAA reverta a liberação. O que é ridículo, já que não estão obrigando nenhuma empresa a liberar, só estão dizendo que por eles tudo bem.

O argumento é que com o uso de gadgets liberados os passageiros não prestam atenção nas instruções, pois estão entretidos com seus gadgets.

Ok, vou contar um segredo: NINGUÉM depois do segundo vôo na vida presta atenção nas instruções. Todo mundo sabe onde ficam os banheiros e todo mundo sabe que as instruções de segurança são pura ficção. Quem já pousou uma vez na vida sabe que em caso de emergência será IMPOSSÍVEL sair do avião a tempo, com 273 pessoas desesperadas se espremendo nas portas, 782 mãos tentando abrir a saída de emergência sobre as asas e 321 filhos de uma dama que troca favores por dinheiro tentando pegar as bagagens antes de escapar do avião.

Pouso na água, posição de pouso de emergência? Não me faça rir.

A outra alegação é igualmente risível. Dizem que em caso de turbulência os gadgets podem sair voando e machucar alguém. Ok, então não vou mais voar com meu Kindle, levarei no lugar meu exemplar do Rainbow Six, de Tom Clancy, 738 páginas, quase 800 g de livro. Certeza que não vai machucar ninguém se sair voando.

Pra piorar o tal Sindicato, vendo que é uma briga perdida se mostrou disposto a uma solução de consenso, os gadgets podem ficar ligados mas guardados durante pouso e decolagem.

Que tal ao invés disso se preocuparem em servir os passageiros com mais agilidade? Já cansei de ficar sentado no fundão e receber minha barrinha de cereal com o pessoal da frente já recolhendo o lixo.

Via: Meiobit

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