Trump exibiu este vídeo de jogos violentos em reunião com a indústria de videogames

Após um tiroteio que deixou 17 mortos e vários feridos em uma escola na Flórida, o presidente Donald Trump se encontrou nesta quinta-feira (8) com representantes da indústria de videogames. A ideia era debater a influência dos jogos na violência do mundo real.

Diversos estudos apontam que jogos violentos não causam agressão no mundo real. A Associação Americana de Psicologia diz que não há evidências para associar tiroteios em massa e videogames violentos.

Ainda assim, a Casa Branca disse em comunicado que “o presidente reconheceu que alguns estudos indicaram que existe uma correlação entre violência de videogames e violência real”.

A reunião começou com este vídeo — hospedado na conta oficial da Casa Branca no YouTube — reunindo cenas violentas de Call of Duty, Fallout 4, Wolfenstein: The New Order e outros jogos:

 

Trump iniciou a conversa dizendo “isso é violento, não é?”.

Representando a indústria de videogames, estavam: Michael Gallagher, chefe da ESA (Entertainment Software Association); Robert Altman, CEO da ZeniMax, responsável por jogos como Fallout; e Strauss Zelnick, CEO da Take Two Interactive, conhecida pela série GTA.

Do outro lado, estavam Brent Bozell, presidente do Media Research Center; Dave Grossman, que estuda a psicologia do ato de matar; e Melissa Henson, do Parents Television Council, grupo que apoiou uma lei para criminalizar a venda de videogames violentos para crianças — ela foi declarada inconstitucional em 2011.

Foram dois os principais assuntos da reunião: restrições de idade mais robustas; e medidas voluntárias que a própria indústria poderia adotar para reduzir a violência nos jogos.

Bozell disse a Trump que é necessária uma “regulação muito mais dura” da indústria de videogames, enfatizando que jogos violentos “precisam receber o mesmo tratamento que o tabaco e bebidas alcoólicas”. Outro ponto de vista: Chega de culpar os videogames pela violência na vida real

A deputada republicana Vicky Hartzler, que também estava na reunião, disse estar aberta a elaborar uma lei para impedir que jovens comprem jogos violentos.

“Mesmo sabendo que há estudos dizendo que não existe vínculo causal, como mãe e ex-professora do ensino médio, me parece intuitivo que consumir essa violência de forma prolongada dessensibilizaria um jovem”, disse ela ao Washington Post.

No entanto, até o Parents Television Council acredita que o maior fator para a violência armada é o acesso a armas por aqueles que não deveriam, seguido de saúde mental — a mídia violenta (incluindo jogos, filmes e TV) está em terceiro lugar.

A ESA, por sua vez, diz em comunicado:

Nós discutimos os inúmeros estudos científicos que estabelecem que não há conexão entre videogames e violência, a proteção da Primeira Emenda [que garante a liberdade de expressão] aos videogames, e como o sistema de classificação da indústria efetivamente ajuda os pais a fazerem escolhas informadas de entretenimento.

Nas últimas semanas, Trump propôs uma série de ideias para combater tiroteios em massa — até mesmo armar professores nas escolas. Agora, empresas de tecnologia e estúdios de cinema estão preocupados em também serem arrastados pela Casa Branca para este debate.

Via: tecnoblog

Sobre Michael Santos

Com um pé no mundo e outro no design. Com pausas estratégicas para um bom expresso, afinal ninguém é de ferro.
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